Biografies lingüístiques

Textos per a la sostenibilitat lingüística

Tag Archive 'inglês'

Des 18 2008

El cambio de chip cuando conocí a un chico muy especial

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Me llamo Teija, soy finlandesa y mi lengua materna es el finlandés. A día de hoy, a los 21 años, hablo cuatro lenguas extranjeras: sueco, inglés, castellano y catalán.
Hasta hace sólo unos años mi entorno era bastante monolingüe a pesar de que en la escuela empecé a estudiar la primera lengua extranjera, el inglés, a los diez años y la segunda, el sueco, a los 14. Crecí en un pueblo pequeño en el centro de Finlandia donde en la calle es poco probable oír otros idiomas y aunque existen dos lenguas oficiales en Finlandia – el finlandés y el sueco – en mi entorno, lejos de la población suecohablante, no tenía casi ningún contacto con esta otra cultura. En mi familia siempre se ha hablado solo finlandés pero de vez en cuando teníamos invitados extranjeros en casa por el trabajo de mi padre y gracias a ellos, ya desde pequeños hemos tenido la oportunidad de escuchar por ejemplo ruso en situaciones reales.

De las cinco lenguas que hablo el sueco y el castellano tienen una importancia especial para mí. Mi aprendizaje del sueco ha pasado por varias etapas: ya antes de empezar a estudiarlo en la escuela yo y mis hermanas fuimos un verano a pasar unas semanas en la parte de Finlandia donde se habla exclusivamente sueco. En el colegio era mi materia preferida, tenía mucha facilidad para aprenderlo y al acabar el bachillerato me motivaba tanto que decidí dedicarme a ese idioma: gracias a mi entusiasmada profesora estaba segura de que aquello era mi futuro. No obstante, antes de empezar los estudios en la universidad quería tomar un año sabático para tener nuevas experiencias en el extranjero y fue en este punto cuando todo se cambió.
Había empezado a estudiar castellano en el bachillerato y me hacía mucha ilusión ir a pasar un año en España. Por internet busqué familias que necesitaban au-pair y al final encontré una familia muy simpática que vivía en Barcelona y que me quería acoger a su casa para que hiciese de canguro a sus hijas. Fue toda una aventura en todos los sentidos y no menos lingüísticamente: por ejemplo, al ser catalanoparlantes las niñas todavía no sabían castellano cuando yo llegué. Al principio era complicado comunicarnos pero poco a poco las niñas iban aprendiendo más castellano y yo también mejoré mucho. Al final me sorprendió lo rápido que se aprende una lengua cuando se está obligado a usarla cada día: en pocos meses avancé más que durante los tres años que había estudiado castellano en la escuela. Me pasó lo que seguramente pasa a la mayoría de gente que va a vivir en otros países: el castellano se me convirtió en la lengua dominante. Empecé a pensar y, de vez en cuando también a soñar en castellano y cuando, después de pasar un tiempo sin usar mi idioma hablaba con finlandeses, me costaba encontrar las palabras en mi propia lengua.
En fin, fue algo que nunca antes había experimentado y dentro de mi historia lingüística el progreso en castellano es lo más interesante que pueda contar. Incluso me hizo dejar el sueco y cambiar radicalmente de planes: pasado un año en Cataluña volví a Finlandia y me quedé un año allí (estudiando sueco, porque ya me había matriculado en la universidad) pero después decidí volver aquí para vivir juntos con mi novio. Él es catalán pero entre nosotros hablamos en castellano y admito que este vínculo afectivo tiene una gran importancia en cuanto a mi relación con este idioma. Ahora la verdad es que me estoy instalando aquí de manera permanente y el sueco, que antes me gustaba tanto y era el idioma que mejor dominaba, ya no tiene mucha importancia para mí.

Así fue como me cambié de chip y de cultura pero a pesar de vivir lejos de mi gente mi lengua materna nunca dejará de ser la más querida. Para finalizar he de decir que algún día quiero llegar a hablar catalán igual de bien que el castellano. Es mi gran objetivo pero lo iré haciendo sin obsesiones, poquet a poquet!

-Teija Järvisalo


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Des 12 2008

Uma portuguesa em Barcelona

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Biografía Lingüística

Em dic Rita i tinc 22 anys sóc una noia de Portugal de la ciutat d´ Oporto. Parlo Portuguès, Anglès i una mica d` Espanyol i estic estudiant el Català. Estic a Barcelona en Erasmus per 6 mesos, estudio Educació Infantil a la UAB.

O meu contacto com o português deu-se desde muito pequena, uma vez que essa é a minha língua materna, aprendi o português como todas as crianças aprendem a sua língua materna, com os pais, avós, escola, etc.

O Inglês em Portugal é de carácter obrigatório na escola a partir de um certo nível escolar, e por isso comecei a aprender Inglês quando tinha 10 anos, sempre foi uma língua que me agradou muito. Como era de carácter obrigatório estudei Inglès na escola por nove anos, mas para além do estudo obrigatório fui aprendendo também com outro tipo de suporte mais lúdico, por exemplo, sempre gostei muito de ouvir música em Inglês e como geralmente gostava da melodia também tinha a curiosidade de saber o que estava a cantar e geralmente tentava traduzir as letras das cançoes e isso foi uma forma de também ir interiorizando o Inglês. Para além disso, em Portugal, todos os filmes em Inglès nao sao dobrados para Português mas todos possuem subtítulos e isso também me ajudou a ter ainda mais contacto com o Inglês, e como uma das coisas que mais gosto de fazer é ir ao cinema e ver filmes foi também uma forma de melhorar o meu Inglês.

Quanto ao Espanhol, ao contrário do Inglês, nunca estudei Espanhol e o único contacto que tinha com esta língua antes de vir para Barcelona, era durante as férias de Verao , uma vez que vinha muitas vezes de férias para o Sul de Espanha com a minha família. Antes de vir para cá fazer Erasmus, informaram-me que teria um curso de Catalao e que nao teria que aprender o Espanhol porque podia perfeitamente comunicar-me em Inglês, assim sendo decidi vir para Barcelona. Mas quando aqui cheguei deparei-me com uma realidade completamente diferente, uma vez que muito pouca gente falava Inglês. Entao comecei a aprender o Espanhol por iniciativa própria. Via muitos filmes em Espanhol com subtítulos em Espanhol, lia os materiais da faculdade, e tentava praticar aquilo que tinha aprendido conversando com as pessoas. Pouco a pouco fui melhorando e agora já me consigo expressar melhor. Penso que também nao foi muito díficil, porque sempre entendi o Espanhol uma vez que o Portugês e esta língua sao muito parecidas e por isso para mim foi mais fácil adaptar-me a esta língua.

Quanto ao Catalao, foi mesmo uma necessidade aprender esta língua, nao só por causa dos créditos para o meu Contrato de Estudos, mas essencialmente para tentar entender melhor as aulas, uma vez que todas as aulas sao em Catalao. Para além disso estou a fazer estágio numa Escola em Badalona com crianças de 4 anos, e falam quase tudo em catalao, e queria aprender para também perceber e tentar comunicar com estas crianças, uma vez que estou envolvida num Projecto da escola que passa por ler contos em outras línguas com a ajuda de meios audiovisuais (retroprojector, powerpoint, etc.) , e por isso estou a contar contos em Português, as crianças entendem algumas coisas mas o que ajuda bastante é o facto de terem as imagens para tentarem perceber aquilo que estou a dizer. Estou a gostar muito da experiência, e tanto eu como as crianças estamos a aprender umas com as outras, uma vez que existe troca de informaçao, por vezes as próprias crianças ensinam-me e explicam-me o significado de algumas palavras em catalao.

Sempre gostei muito de aprender línguas, e agora com esta experiència o gosto de aprender línguas ficou mais despertado.

Ana Rita dos Santos Ramos

 


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Des 12 2008

“O Português é uma Ilha”

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Nasci em Belo Horizonte, capital do meu estado, Minas Gerais, no Brasil. No Brasil, todos falam Português, que é a língua oficial. Há vários sotaques, mas todos se entendem e se comunicam, pois a língua é uma só. Também há pessoas que falam línguas indígenas ou as línguas de seus países, se são imigrantes, mas no Brasil há poucos imigrantes.

Portanto, a minha língua materna é o português. O Português é uma língua muito bonita, porém ter o domínio dele somente é como estar em uma ilha, porque muito pouca gente fala Português fora do Brasil, Portugal, Moçambique, Macau… Podemos escrever e falar, mas pouca gente entenderá… Assim, torna-se necessária a aprendizagem de outras línguas.

Desde os 10 anos, estudo inglês. A aprendizagem de inglês foi lenta e gradual, o que fez com que o Inglês fosse uma língua muito natural para mim, com a qual tenho muita facilidade e posso me expressar sem pensar as palavras em Português para transformar para o Inglês. Inclusive, muitas vezes penso em Inglês.

Depois, aos 15, comecei a aprender Espanhol. As aulas eram muito boas, mas acho que gostava mais por causa da minha turma que por causa da língua em si, que, como é muito parecida ao Português, às vezes falávamos Português com sotaque achando que estávamos falando Espanhol, mas na verdade era “Portunhol”.

Aos 16 comecei a aprender Alemão, o que foi (e ainda é) um grande desafio. Comecei a aprender porque alguns amigos começaram e me deu vontade também. A gramática alemã, os pronomes, a pronúncia, palavras que nunca tinha ouvido antes… Mas confesso que acho a língua muito bonita e rica. E aprendi muito sobre a cultura alemã estudando seu idioma…

E, aos 20 anos, qual não foi a minha surpresa ao descobrir que viria à Catalunha para fazer um semestre de faculdade! Assim que o soube, comecei a estudar Catalão com uma professora particular, a mãe de uma amiga que é catalã, de Réus e que dá aulas de Espanhol na minha cidade. As aulas, os livros infantis que li em catalão da minha amiga, de quando era pequena, foram me ajudando a ter mais noção da língua e me adaptar. Mas foi aqui em Barcelona mesmo que tomei dimensão do que é o catalão e já me acostumei a escutá-lo na rua, no FGC e entender e só depois perceber que o que estava escutando era catalão.

Mas as minhas aventuras lingüísticas não vão parar por aí, espero. Ainda quero aprender francês, grego antigo e quem sabe até árabe!

Ana Luíza Matos de Oliveira


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